quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

REPORTAGEM ESPECIAL: 'Funk ainda sofre com estereótipo da favela e do racismo', alerta sociólogo

Osmar Dantas
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Lilian Lila
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Tiago de Andrade
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Socióligo Márcio Serafim é estudioso
de cultura brasileira. Foto: arquivo pessoal
Durante uma época o rock foi considerado o estilo musical mais polêmico. Muito se comentava sobre os efeitos que a música causava, principalmente nos jovens, e sofreu muito preconceito. 

Atualmente, o funk também tem causado polêmica. Assim como o rock, é alvo de críticas e preocupa sobre os efeitos que as letras, consideradas inapropriadas por falarem de sexo e por supostamente fazerem apologia ao crime, causando desconforto em parte da sociedade. Esse tipo de comportamento fez que com muito fosse questionado sobre o estilo, o tornando um objeto de estudos.

Muito se discute sobre a mensagem que o funk quer verdadeiramente passar e os limites sobre como a vida nas comunidades e o sexo são retratados nas músicas. O estilo se desenvolveu mais no Rio de Janeiro, sendo constantemente associado à região e falando em muitas músicas como é a vida nas comunidades cariocas, do ponto de vista de quem vive nas favelas.

O sociólogo Márcio Serafim fala sobre o preconceito que tanto o funk quanto o samba sofrem. De acordo com ele, os dois estilos sofrem discriminação em seu aparecimento, mas isso não impede que sejam fortes o suficiente para apresentarem um papel importante de reconstrução da identidade cultural. 

Uma vez que o funk não tem uma época específica do ano para aparecer, como o samba para o Carnaval, a discriminação acontece constantemente. Muitas pessoas acham que o funk não é nada mais do que pura apologia ao tráfico, drogas e prostituição, não se preocupando em posicionar historicamente o estilo na sociedade.

Blog Funk In Rio: Podemos observar nos últimos anos a expansão do funk carioca em nível nacional, na sua percepção, o funk tem influência na sociedade atualmente? Que tipo de influência?
Serafim: O movimento funk no Brasil adquiriu uma expressão peculiar no Rio de Janeiro. Passou a ser uma nova forma de expressão da cultura popular urbana com ênfase nas favelas cariocas. Passou a dividir espaço no imaginário das favelas com o samba. Neste aspecto, parece interessante uma semelhança quanto à discriminação que ambos sofreram em seu aparecimento. Tanto o samba como o funk sofrem o estereótipo da favela e do racismo. Mas, isso não impede que ambos adquiram papel importante na reconstrução da identidade cultural da favela.

Blog Funk In Rio: Na sociedade atual é perceptível a liberação sexual, o empobrecimento cultural e a perda de valores éticos e morais. Neste momento que vivemos, é possível apontar essa difusão do funk erótico e de apologia ao crime como um dos culpados?
Serafim: A suposta crise ética e moral são resultados de um processo mais complexo, que nos remete a precarizações das condições materiais de existência para as classes populares, à corrupção em altos escalões políticos, na fragilização dos processos de socialização primária na família, no empobrecimento e sobrecarga da socialização secundária nas escolas, etc. Uma sociedade desesperançada e sem rumo, pautada em prazeres efêmeros e fáceis como forma de alívio individual e imediato. Este seria nosso quadro social mais pessimista. O Funk, como qualquer outra forma de expressão cultural, retrata essa realidade pervertida. Ele o faz de forma direta e clara. Isso causa repulsa àqueles que superficialmente o julgam. Ele não é o responsável pela degradação, mas pode refleti-la de modo chocante. Mas, vale lembrar que o Funk também produz crítica e diversão como forma de visibilizar as angústias sociais que atingem as parcelas menos favorecidas da população.

Blog Funk In Rio: O funk pode ser denominado um movimento cultural que faz a ligação entre o morro e o asfalto?
Serafim: Sem dúvida, o movimento funk é expressão da nova cultura popular urbana. Entretanto, também pode ser absorvido pela indústria cultural, que pode utilizar o seu viés mais erótico e acrítico como produto de consumo alienante.

Blog Funk In Rio: Na sua percepção, o que pode destacar como positivo e um ponto negativo na relação funk e sociedade?
Serafim: Não gosto muito de interpretar manifestações culturais e  sociais nestes termos manequeístas ocidentais. Normalmente nos conduz a interpretações simplistas de questões complexas. Mas, parece-me que, assim como todo processo socio-cultural, o funk merece ser melhor compreendido e debatido em espaços públicos. É importante que se dê visibilidade e voz para os atores sociais que constroem esse processo. Devíamos ouvir mais quem faz e vive o funk, e talvez falar menos. Assim, poderíamos combater o etnocentrismo que nos cega e torna surdos.

REPORTAGEM ESPECIAL - Funk como Movimento Cultural: Fato ou invenção?

Rodrigo Machado

Entre em contato: rodrigonit86@hotmail.com

Se você fosse arriscar um palpite sobre o que seria o verdadeiro ritmo carioca qual seria: o samba ou funk? Pois é, hoje em dia, ninguém sabe mais responder! No entanto há uns 15 ou, talvez, 20 anos atrás a resposta  sairia naturalmente como o samba, é claro! O que mais representa a malandragem carioca, a melodia que vem da Lapa (bairro bohêmio do Rio de Janeiro), que consagrou inúmeros artistas, compositores e intérpretes.
Deputado Marcelo Freixo é autor da lei que reconhece o
funk comomovimento cultural. Crédito: Divulgação/ALERJ

Mas, dos anos 90 para cá, essa resposta não sai tão fácil assim. Outro som, que também eclodiu nas comunidades, passou a ecoar nas principais pistas de dança da cidade. Assim como o samba, o funk se firmou como o som que é a cara da Cidade Maravilhosa e rapidamente tornou-se conhecido em todo o Brasil.

A consagração do gênero deu-se no dia primeiro de Setembro de 2009. Na ocasião, os Deputados estaduais do Rio aprovaram o projeto de lei que definiu o funk como movimento cultural. Feito do Deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), quem defende, com unhas e dentes, a manifestão popular dos funkeiros cariocas.

- Uma manifestação popular que envolve mais de um milhão de jovens por final de semana, não pode ser reprimida, do jeito que é, pela segurança pública. Negar a importância cultural dessa linguagem, dessa poesia, dessa música é negar o reconhecimento de cidadania e dignidade de uma parcela enorme da sociedade - afirmou o deputado.

Quem faz coro com Freixo é MC Leonardo, autor do hit "Rap das Armas", que estorou nas paradas de sucesso, nos anos 90, e voltou às rádios com força total após o lançamento do filme Tropa de Elite I, em 2007. Leonardo é hoje um dos líderes da APAFUNK (Associação de Profissionais e Amigos do Funk) e colunista da revista Caros Amigos. Para ele, o funk é muito mais do que simplesmente um movimento culural.
Relembre o "Rap das Armas", do MC Leonardo



- O funk, antes de cultural, é um veículo de comunicação dentros das comunidades. Quem está dentro da favela, não fala, não tem credibilidade para falar e não tem espaço. Os caras não tiveram educação. A cada cinquenta palavras, trinta são gírias e vinte são palavrões. Eles querem falar, eles tem direito e nisso o funk ajuda bastante - contou o MC. 

Doutora em Antropologia Social pela UFRJ, mestra em História Social da Cultura pela PUC e formada em História pela UFF, a professora Adriana Facina, da UFF também engajou-se na luta pelo reconhecimento do funk como cultura. 

Adriana, aliás, condena e lamenta quem é contra o genêro que reproduz a voz dos oprimidos na sociedade:

- O gosto é uma construção histórica e de classe. Os que hoje se ofendem com a batida do funk são herdeiros culturais dos senhores de escravos que temiam os batuques vindos de suas senzalas, pois eles demonstravam a autonomia e a potência dos que estavam no cativeiro - disse ao site Portal Literal.

Então, nós do blog Funk In Rio, fomos às ruas, ou melhor, em uma comunidade da Zona Norte de Niterói, para saber, de alguns moradores, se o funk é o verdadeiro ritmo carioca e se mereceu o título de movimento cultural:

 - Bom, realmente o funk pode ser o mais forte, o "popular", porém, prefiro que o samba represente melhor como ritmo carioca. O funk movimento cultural? Funk ? Não pra mim! Me diga um ponto positivo que o funk traz na vida de alguém? Nenhum, nada, zero - comentou Érika Araújo, moradora da comunidade da Riodades. 

 Já para Henrique, mais conhecido como Robinho da Riodades, o funk deu voz ativa e emprego para vários moradores do local.

- O funk, além de divertir a rapaziada, deu uma profissão a quem pensava entrar para o lado ruim, entende? É a nossa voz na sociedade. Só assim, eles (a população), sabem que nós existimos - decretou.

O que nos resta é opinar, diverigir e discutir o funk sem os velhos preconceitos e sem achar que os funkeiros são todos bandidos ou que são todos propagadores  de profanidade. Mas e você, o que acha desse movimento que já se espalhou pelo país e que até já se tornou popular em regiões como a Europa, por exemplo? Dê a sua opinião e participe do nosso blog!

REPORTAGEM ESPECIAL: Funk, um ritmo envolvente

Guilherme Souza
Entre em contato: guilhermesavilis@yahoo.com.br

A originalidade do funk fez com que o som tornasse a ser reconhecido como um ritmo. Muitos se perguntam se o funk escutado aqui no Brasil tem em comum com o funk original, estudiosos dizem que uma coisa não tem nada haver com a outra. 

 Esse funk que estamos acostumados a ouvir aqui no Brasil, mas precisamente no Rio de Janeiro, nos anos 70 eram realizados bailes, porém depois de algum tempo os DJs foram buscando novos ritmos e começou a ir além das festas, discotecas e passou a quebrar as barreiras nacionais e seguindo as internacionais. Nos anos 70 e 80 a maioria das músicas do funk carioca abordava temas sobre violência, a desigualdade, a pobreza, o cotidiano dos freqüentadores dos bailes, a vida das pessoas nas comunidades carentes.

Conheça os grandes nomes do funk nos anos 80


Na década de 90 o funk continua trazendo o cotidiano das comunidades carentes e como muita das vezes havia muita violência nos bailes, as músicas pediam a paz tanto nos bailes como nas comunidades, surgindo assim o funk melody com músicas mais melódicas e com temas românticos.

Relembre clássicos do funk da década de 90


Já nos anos 2000 foi a época que começou o “pancadão”, um ritmo envolvente com uma batida repetitiva, e vem com letras recheadas de pornografia, desvalorização da mulher, e letras de duplo sentido e nessa época o funk começou a ter sua decadência.


Bonde do Tigrão "Só as cachorras", sucessso do funk nos anos 2000 


O ritmo poderia trazer valores,ajudar na luta pelos preconceitos, tentar conscientizar boa parte da população. O que acontece agora é o contrário.

REPORTAGEM ESPECIAL: Funk é reconhecido como cultura popular

Sérgio de Melo
Entre em contato: serjr17@hotmail.com

Para grande parte da população o funk está sempre relacionado à música produzida nos morros cariocas. Embora difundido por todo país, no Brasil tornou-se quase que um produto do Rio de Janeiro. Hoje, as músicas mais tocadas nas emissoras e ouvidas pelo grande público são as que têm algum tipo de apelo sensual, feito através das letras e de coreografias. Mas o que é produzido de funk, atualmente, no Brasil? Quais são as vertentes desse segmento musical no país? Quem faz e onde é feito o funk? Qual é o papel desse estilo musical na sociedade?
Hermano Vianna é estudioso de cultura brasileira. Crédito: Divulgação

No Rio de Janeiro, o funk foi um desdobramento de um movimento chamado Black Rio que realizava bailes soul em toda a cidade, na periferia e também na zona sul, havendo uma transformação musical “lenta e gradual”. Nesse momento, já se tocava nos bailes o hip hop, que aos poucos substituiu o charme. “Com o sucesso internacional do hip hop a zona sul voltou a se interessar pela black music.

Para o sociólogo Hermano Vianna, diz que, além desta origem vinculada ao movimento realizado nos Estados Unidos, houve uma outra mistura de elemntos culturais para o formar o gênero musical:

- Também é preciso que se reconheça que o funk é o que chamamos de uma música diaspórica, ou seja, um tipo de música que nasceu nos EUA, mas que foi criada a partir do tráfico internacional de seres humanos, em sua maioria africanos, que também foram trazidos à força para o Brasil. Portanto, o blues, o funk, o samba, a capoeira, as religiões afro-brasileiras são manifestações culturais que têm origens históricas comuns, independente das fronteiras nacionais. Além disso, após mais de 30 anos de presença no Brasil, o funk se nacionalizou, inclusive na sua batida eletrônica, que vai samplear berimbaus, atabaques, tamborins, surdos etc - diz Vianna.

De acordo com Luciano, conhecido como MC Patrão, ele acredita que o funk hoje é uma forma de geração de renda:

- Ainda são poucos, mas existem artistas que conseguem viver disso - diz o MC.
“Patrão” ainda fala a respeito sobre o proibidão e o Funk sensual, vertente do funk que ele diz representar:

- O proibidão é uma vertente do funk que explora de forma exagerada e o temas da violência e do crime ou sexo , muitas vezes narrando, sem nenhum pudor, situações eróticas vividas ou desejadas pelos intérpretes.

MC Patrão é representante do funk que envolvem a sensualidade

Funk que toca nas rádios não é o proibidão, mas sim suas versões light. O que toca nas rádios hoje é basicamente o chamado funk sensual, de duplo sentido, lado mais explorado pela mídia hoje, em detrimento do chamado funk consciente, que era muito forte na década de 1990.

A existência do mundo funk carioca contraria em vários pontos as teses anteriores sobre o funcionamento da mídia no Brasil. O consumo de funk no Rio não pode de maneira alguma ser considerado uma imposição dos meios de comunicação de massa. Pelo contrário: parece até haver um complô dessas mídias com o objetivo de ignorar o fenômeno.

A existência do mundo funk no Rio é desconhecida pelas gravadoras que trabalham com esse tipo de música nos Estados Unidos (no caso excepcional de venderem discos para todas as equipes cariocas.Portanto, elas não acionam qualquer política de marketing visando seduzir o público carioca, coisa economicamente impossível para o tamanho dessas empresas.

O Funk enquanto expressão cultural se encontra inserido nesse contexto. Sendo assim, a presença do funk na vida da maioria dos jovens é tão marcante que alguns procedimentos vivenciados por eles em bailes deste gênero cultural são transportados para a sociedade, retratando a sua força simbólica

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O funk nos anos 2000

Sérgio de Melo
Entre em contato: serjr17@hotmail.com
A pressão da polícia, da imprensa e a criação de uma CPI na Assembléia do Rio Janeiro em 1999 e 2000 acabaram com a violência em grande parte dos bailes, ao mesmo tempo que as músicas se tornaram mais dançantes e as letras, mais sensuais. Esta nova fase do ritmo, descrita por alguns como o new funk, se tornou sucesso em todo o país e conquistou lugares antes dominados por outros ritmos, como o Carnaval baiano. A Furacão 2000 continua uma das principais equipes de som e produtoras do mercado até hoje.

Wagner Montes (PDT) é um dos autores do projeto de lei que
reconhece o funk como movimento cultural. Foto: Divulgação

Saindo das favelas em direção à cidade, o funk conseguiu mascarar seu ritmo, mostrando-se mais parecido com um rap americano e integrou-se um pouco mais as classes cariocas. Seu ritmo e sua batida repetitiva também contribuíram para que mais pessoas se tornassem adeptas dessa música, fazendo com que o estilo chegasse a movimentar milhões por mês no Estado do Rio.

O funk ganhou espaço fora do Rio e ganhou conhecimento internacional quando foi eleito umas das grandes sensações do verão europa de 2005 e ser base para um sucesso da cantora inglesa MIA, "Bucky Done Gun". Um dos destaques desta fase, e que foi objeto até de um documentário europeu sobre o tema é a cantora Tati Quebra-Barraco que se tornou uma figura emblemática das mulheres.
Esse mercado foi criado nas duas últimas décadas, sem ajuda da indústria cultural estabelecida, não existe outro exemplo tão claro de virada mercadológica na cultura pop contemporânea. O funk agora tem números claros, que mostram uma atividade econômica importante, que pode assim ser levado a sério pelo poder público.
Ouça os hits que agitaram os bailes funk a partir dos anos 2000


O estilo musical, embora apresente expansão mercadológica, ainda continua sendo alvo de muita resistência e preconceito, sendo bastante criticado por intelectuais e grande parte da população.

Em Setembro de 2009, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou projeto definindo o funk como movimento cultural e musical de caráter popular.

O projeto de lei aprovado assegura a realização de manifestações próprias relacionadas ao funk. De acordo com a norma, os assuntos relativos ao estilo musical devem ser prioritariamente da competência de secretarias ou outros órgãos ligados à cultura. A lei proíbe qualquer tipo de discriminação e preconceito contra o funk.

A partir de agora haverá um tratamento igualitário ao funk. A proposta deste projeto foi feita pelos deputados Marcelo Freixo (PSOL) e Wagner Montes (PDT). O funk deixa de ser tratado pela polícia para ser tratado pela cultura.

Os estereótipos na televisão: A participação de Valeska Popozuda no reality “A Fazenda 4”

Lilian Lila
Entre em contato: lilian.neto@live.com

Valeska teve participação discreta na  Fazenda 4

Considerada uma das maiores cantoras de funk do Brasil, Valeska Popozuda, de 33 anos, vocalista do grupo Gaiola das Popozudas, teve a chance de mostrar como realmente é sua personalidade fora dos palcos. Para muitos, Valeska é uma das cantoras que mais representa o funk brasileiro, sendo a principal figura que mostra como as mulheres funkeiras são ou deveriam ser. Ela teve a oportunidade de participar do reality “A Fazenda”, produzido pela Rede Record.


Pela sua personalidade nos palcos, os fãs e expectadores esperavam que Valeska fosse extravagante e escandalosa, como se mostra durante suas apresentações nos bailes. Mas, diferente disso, Valeska mostrou um lado mais sensível e calmo, surpreendendo a todos. Ela fez amizade com os integrantes da casa, chorou, se emocionou, teve um envolvimento de carinho com os animais da fazenda e procurou não brigar com nenhum dos participantes, além de ter tido um pequeno affair com o jogador Dinei, que também participava da edição.


Quem escuta as letras das músicas de Valeska, imagina que ela seja 24 horas por dia uma mulher promíscua. Suas canções possuem, em grande maioria, conteúdo erótico e suas danças são sempre provocativas, com muito rebolado. O conteúdo das músicas também tenta em algumas vezes mostrar um lado considerado, por muitos, feminista, por depreciar de certa forma a presença masculina, como se colocasse o “homem em seu lugar”.

 Valeska Popozuda esbanja sensualidade em "Solta esse Ponto"


Ao ser anunciado que a funkeira participaria do reality, muitas pessoas imaginaram que Valeska seria uma das maiores “barraqueiras” da competição, que seria uma personagem polêmica dentro do programa que reúne personalidades famosas. Ela preferiu se distanciar das confusões que aconteceram, mantendo uma postura mais imparcial.

Mas apesar de ter se mostrado uma pessoa tranqüila, Valeska não perdeu o rebolado, dançando muito nas festas, principalmente quando tocava funk.

A Fazenda 4: Valeska fala da experiência de se tornar mãe



Algumas interpretes do estilo musical já se auto-denominaram “cachorras”, para atribuir o apelido, que por muita gente é considerado um insulto à moral das mulheres, às suas atitudes, jeito de se vestir e a forma como lidam com os homens. Valeska é uma dessas cantoras que gostam de se exibirem e não tem nenhuma vergonha na hora de cantar e dançar ao som de músicas com esse conteúdo. Isso faz com que muita gente crie um estereótipo de que as funkeiras só possuem esse tipo de comportamento. No programa, Valeska quebrou esse pensamento, mostrando seu lado mais família, chegando a dar conselhos às amigas sobre como ser mãe e instinto materno, lembrando que ela tem um filho chamado Pablo.

E, geral, a dançarina evitou causar polêmica, manteve uma postura tranqüila, mas mas também mostrou que não é só o que mostra nos palcos, apesar de também mostrar essa personalidade mais extravagante de uma forma mais sutil e respeitosa com os outros participantes.

MC Patrão - Uma Paixão em Três Cores

Rodrigo Machado
Entre em contato: rodrigonit86@hotmail.com

MC Patrão faz questão de exautar seu amor pelo Fluminense
em encontro com Rei do Futebol.  Foto: Arquivo Pessoal
Você, torcedor do Fluminense, já deve ter ouvido, ou cantado, este refrão: "Sai da frente, tô passando é o fluzão a jato". Para os funkeiros tricolores de plantão, como não conhecer a música de Luciano Tavares? Pois é, este é o verdadeiro nome do MC Patrão, um cara que colocou que nomeou o próprio filho de Fluminense, ou melhor, Vitor Fluminense.

 No começo deste ano, devido ao sucesso do time das Laranjeiras em 2010 - no Campeonato Brasileiro -, e seguindo a linha dos demais funkeiros que criaram hits para Flamengo e Vasco, Patrão decidiu compor uma canção especialmente dedicada à Nação Tricolor.

Antes de mais nada, o rapper nascido e criado em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, se orgulha pelas tatuagens espalhadas pelo corpo em homenagem à paixão que veio do berço.

Conheça o "Fluzão a Jato", do MC Patrão

- Tenho três tatuagens do Fluminense, escudo no braço esquerdo, escudo no peito esquerdo, escudo na canela direita, vou fazer mais ainda este ano, me aguardem! - exclamou.

Mc Patrão e Mc Charles esquentam clássico entre Flu e Vasco


Depois que os flamenguistas começaram a exaltar o "Bonde do Mengão" e os vascaínos com o seu "Trem Bala da Colina", chegava a vez do tricolor ter o seu próprio funk. Daí surgiu a ideia de criar o "Fluzão a Jato".

- Temos que apoiar e incentivar o nosso time em todos os momentos, essa composição foi feita especialmente para levantar a moral dos nossos jogadores em momentos conturbados - contou.
Luciano também tornou-se famoso, em 2011, por outro motivo. Ele foi o torcedor-comentarista, do Fluminense, durante a participação do clube na Copa Santander Libertadores deste ano. Após os jogos do time na competição Sulamericana, Patrão dava os seus pitacos sobre a atuação da equipe nas transmissões da Band e, pela internet, através do portal Lancenet.com.

Com o Fluminense ainda na briga pelo bicampeonato brasileiro, Patrão quer agora que sua música decole, desta vez, com a conquista do Brasileirão.

- Quem sabe minha música não vire o hino de mais uma conquista do Fluzão. Haja coração, torcida tricolor - completou.